sexta-feira, 25 de março de 2016

UM POUCO DE HISTÓRIA DO MUNICÍPIO E DA ESCOLA



Aspectos Históricos

Portalegre é um município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado no Pólo da Mesorregião do Oeste Potiguarmicrorregião de Pau dos Ferros a 366 km da capital do estado. Quem gosta de aventura se encanta com a natureza intocada de Portalegre que fica no alto de uma serra de beleza exuberante. O município possui, de acordo com o censo realizado pelo IBGE no ano 2010, uma população de 7 320 habitantes e tem uma área territorial de 110 km².
O topônimo Portalegre é uma alusão a cidade de Portalegre, situada na região do Alentejo, em Portugal. Sua denominação original era Regente e desde 1833, Portalegre.
A história da região onde Portalegre situa-se mescla a influência entre os nativos das terras, os índios Paiacu, Tarairiu, portugueses e a expansão da carne do charque.
No final do Século XVII foi registrado o surgimento de Portalegre através do avanço de currais de gado, durante o ciclo econômico da carne do charque, que se estendiam até a várzea do rio Açu/Apodi. O Capitão-mor Manoel Nogueira Ferreira ergueu a primeira fazenda do município pela necessidade de procurar paz e tranquilidade, subindo então para a serra. A terra foi demarcada com um toro de madeira (dormentes).
Daí o primeiro nome da vila ser considerado Serra dos Dormentes. No ano de 1740 a vila teve seus fundadores, os irmãos portugueses Clemente Gomes d'Amorim e Carlos Vidal Borromeu, casado com Margarida de Freitas, filha do Capitão-mor Manoel Ferreira. Em 1752, Dona Margarida de Freitas adoeceu. Ela e seu marido fizeram votos de cura a Nossa Senhora de Santana, construindo uma capela em homenagem à santa pela graça alcançada. O segundo nome de Portalegre veio através dessa devoção, passando a se chamar Serra de Santana.
Depois do abandono das terras devido à morte das famílias fundadoras, as estiagens, conflitos entre posseiros e as revoltas índigenas, os irmãos portugueses receberem do governo as concessões da terra, já faziam benfeitorias e, como não havia Títulos ou Cartas de Doação, o Capitão-mor Francisco Martins arrendava as terras pertencentes a Portugal. Por isso, a mudança do nome para Serra do Regente (da Regência).
No dia 12 de junho de 1761, a pedido do governador de Pernambuco, o juiz de Recife, Dr. Miguel Caldas Caldeira de Pina Castelo Branco, foi enviado à vila para demarcar a terra para os índios Paiacu que viviam na ribeira do Apodi. Em 1762, os Paiacu, aldeados na Missão Paiacu(hoje PacajusCeará) vieram acrescentar-se comunidade índigena. Este fato causou conflitos entres os índios e os moradores da vila.
A presença dos índios está registrada no documento datado de 03 de novembro de 1825, que fala da prisão e fuzilamento dos índios na vila de Portalegre. Os índios Luísa Cantofa e João do Pego, incentivadores da revolta indígena contra os moradores da vila, conseguiram escapar. Mais tarde, Cantofa foi assassinada, acompanhada de sua neta Jandi, no momento em que rezava o Ofício. O local do assassinato fica localizado, atualmente, na Bica.
A fundação oficial da vila de Portalegre aconteceu no dia 08 de dezembro do 1761, em virtude da Carta-Régia de 1755 e Alvará-Régio, também de 1755. Segundo Luís da Câmara Cascudo, Portalegre foi a terceira vila a ser fundada no Rio Grande do Norte, sendo antecedida de Nova Extremoz do Norte (região que atualmente pertence a Ceará-Mirim), e da vila Nova Arês.
Portalegre foi destaque na Revolução de 1817, lutando contra o poder imperial. Por esse motivo, é considerada a capital revolucionária do Oeste Potiguar.

 Aspectos Geográficos


Portalegre tinha uma área inicial de 5.000 km², que englobava toda a Microrregião Serrana do Rio Grande do Norte. A partir de 1963, no entanto, começou a ser desmembrada e deu origem aos municípios de Francisco DantasRiacho da CruzViçosaSão Francisco do Oeste e Rodolfo Fernandes. Sua área foi reduzida a 110 km², segundo o censo demográfico de 2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
vegetação, na área montanhosa, com altitude média de 650m, é bastante diversificada e a caatinga arbustiva predomina. As espécies mais encontradas são oiticica, pau-d'arco, angico e outras árvores de grande porte. Também registra-se ampla variação climática, porém o clima predominante é o serrano. A precipitação média anual é de 600 a 700mm.
O Município limita-se ao norte com Taboleiro Grande e Riacho da Cruz, ao sul com Serrinha dos Pintos, ao leste com Viçosa e Martins e ao oeste com Francisco Dantas.
   

 Aspectos Educacionais


A primeira escola pública instalada no município foi a Escola Estadual Margarida de Freitas, fundada em 09 de setembro de 1927, a qual atendia a clientela de todo município nos anos iniciais do Ensino Fundamental (nomenclatura atual). A partir do ano de 1983 passou a atender exclusivamente a clientela do 2º grau, hoje Ensino Médio.
         Conforme a Secretaria Municipal de Educação, há oito escolas de Ensino Fundamental na zona rural e três escolas de Ensino Fundamental na zona urbana.

         A Escola Municipal Filomena Sampaio de Souza, localizada à Rua Antonio de Freitas, nº 08, Portalegre - RN, foi criada através do Decreto Municipal nº 057/2001 de 23 de março de 2001, o qual transformou  o Centro Comunitário Anita Maia que funcionava como creche e pré escola, numa escola de 1º grau completo, o atual  Ensino Fundamental, visando  atender as necessidades do município  de  educação infantil, 1º grau e EJA. A partir do ano de 2011 passou atender somente o Ensino Fundamental e Modalidade EJA. 

Fonte: PPP 2012 da Escola Municipal Filomena Sampaio de Souza

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